Tudo que foi falado lá está no YT, nas redes sociais, no discurso das big techs, nem vou desperdiçar espaço do meu bloguinho tentando reproduzir, é bem fácil achar por aí.
Aqui estão minhas conclusões, só minhas, sobre tudo que se falou lá.
Executivos de alto e baixo escalão, de grandes e pequenas empresas, admitem, em diferentes graus de intensidade, que AI vai roubar empregos. Eles inclusive não conseguem esconder muito o medo de que vai roubar o deles.
Ao longo da vida, vários mercados de trabalho foram ameaçados e/ou afetados pela tecnologia. Mas sempre foi o cobrador de ônibus, entregador de pizza, motorista de taxi, caixa de supermercado (esses já eram, percebeu?). Nunca foi executivo que ganha salário de 6 dígitos. É estranho e ninguém parece saber o que fazer sobre isso.
A Amy Webb deu a idéia de um asilo para empregos. Governos garantindo que empregos continuem existindo enquanto as pessoas aprendem outras coisas. É uma ótima idéia, a cara da Europa. Dos outros países, não.
Na verdade todo governo faz isso de certa forma. No Brasil, os prédios públicos tinha ascensoristas até a década passada. Desde a revolução industrial a tecnologia rouba empregos, a questão é que nunca foi tão rápido.
E justamente por ser rápido isso deve afetar mais do que os desempregados. Mas também a economia como um todo: menos emprego; menos consumo; menos crescimento.
Tudo isso é muito ruim, triste e verdadeiro, mas por outro lado as tecnologias são bem ruins. As demos são boas, impressionantes, assustadoras, mas nada parece realmente funcionar tão bem. E ninguém parece muito preocupado com isso.
Eu acho sim que IA já é realidade, todas as preocupações são válidas… mas de um modo geral as palestras, promessas, produtos e previsões ainda se parecem mais com as coisas de cryptomoedas e NFT de 2022 do que como algo sólido.

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