2024 parece um ano lotado de grandes sequências no mundo do Cinema. E até agora elas estavam se provando efetivas e interessantes para o público, além de extremamente lucrativas para a indústria. A sequência esperada de Coringa, no entanto, deixou os fãs frustrados e parece que essa era a intenção.

Em resumo, a recepção do filme, tanto pela crítica e principalmente pelo público, foi negativa no geral. Se no primeiro filme o personagem de Joaquin Phoenix, Arthur Fleck, foi explorado de forma profunda de forma que no fim do filme o público era levado a compreender ou até admirar o anti-herói, e agora o segundo filme parece se arrepender desse resultado.

Começando pela decisão inédita de transformar o longa num musical, com sequência cantadas que acontecem majoritariamente dentro da cabeça do Coringa. A participação da Lady Gaga como Harley se aproveita da voz da cantora e atriz para essas sequências, mas o filme coloca a personagem como apaixonada pela ideia do Coringa, mas só superficialmente.

Essa é uma forte temática do filme, o longa coloca de forma clara como a grande quantidade de apoiadores e seguidores do Coringa são superficiais, tanto em Gotham como na vida real. O filme critica os fãs que ele mesmo conquistou. E se por um lado o filme quer se distanciar da exploração do Coringa, resta explorar Arthur, e essa decisão não funciona tão bem, resultando em sequências sem graça e medíocres.

Com a decisão de não seguir o caminho do primeiro filme, a sequência perde o apelo que tornou o primeiro tão aclamado e tenta transformar o Coringa num mocinho.

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"People ask me what I do in the winter when there's no baseball. I'll tell you what I do. I stare out the window and wait for spring."

~ Rogers Hornsby